Edina Bravo, Meu Recanto
Crônicas e Contos, para alimentar a alma
CapaCapa TextosTextos PerfilPerfil Livros à VendaLivros à Venda PrêmiosPrêmios Livro de VisitasLivro de Visitas ContatoContato
Textos

Depois de caminhar quatro quilômetros no calçadão de Copacabana me dou o direito de sentar num dos bancos do posto seis para apreciar a beleza que a natureza me dá de presente todos os dias.
Quando chego, mais ou menos às sete e trinta, os bancos já estão quase todos ocupados pelos velhinhos que se encontram diariamente.
As conversas são sempre sobre futebol ou remédios.
- Eu agora tomo é o Rivotril, diz um deles. Durmo que é uma beleza!
- Eu tomo é um copo de cachaça que faz o mesmo efeito, diz seu Junior.
Logo chega um outro, noventa e seis anos, que é saudado com um “perdeu a hora, cara?”
Os colegas notam que ele tem um olho roxo e querem logo saber o porquê.
- Fui seguir o conselho do Junior e tomei um copo de cachaça.
- E daí?
Daí que eu dormi, sonhei e falei. Falei “Anita”, o nome daquele vermífugo que um de vocês disse que era muito bom. Minha mulher, aquela velha ciumenta, me deu um tremendo de um bofetão, achando que eu estava falando o nome de alguma amante.
Amante? Aos 96 anos? Só se for amante da natureza - diz um deles.
O mais gaiato da turma diz: tenho a solução pro seu problema. Faz um sessenta e nove. Você dorme pra um lado e ela pro outro. Se esse sonho se repetir ela vai pegar o teu pé e não o teu olho.
Edina Bravo
Enviado por Edina Bravo em 03/04/2017
Alterado em 15/05/2017
Copyright © 2017. Todos os direitos reservados.
Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor.


Comentários